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quinta-feira, 20 de março de 2014

O romantismo agoniza, viva o romantismo

Por Xico Sá
20/03/14 11:18
bacallbogart1
A vida imita Hollywood e vice-versa.
Foram os romances franceses, na literatura, e o padrão fofo do cinema “love story” da América que ajudaram muita gente a construir a ideia de amor e romance.
Acontece que o romance azedou, como li dia desses nesta capa da Ilustrada, em reportagem de Rodrigo Salem. Filme de amor, seja drama ou comédia, não estoura mais bilheterias. Fracassa, flopa -para usar um verbo vintage que ficou perdido, graças a Deus, lá nos anos 1990.
Não se deve medir o mundo pela catraca da grana de Hollywood, certo? Não deixa, porém, para a crônica de costumes, de sinalizar uma grande mudança nas relações amorosas.
É só uma tese de botequim aqui na mesa da romantiquíssima calçada do Príncipe de Mônaco, ai de mim Copacabana. Uma tese sob o olhar desconfiado do grande peixe morto da vitrine –creio que um cherne, sim, ele mesmo, o garçom Ceará confirma.
Não se deve pensar o amor somente pelo cinema. Aqui fora da tela, no entanto, o romance nem passa mais pelo processo de azedamento. Estraga de véspera. O coalho da falta de desejo que azeda o queijo.
O cherne por testemunha, vamos a uma questão prática, já tratada diversas vezes neste blog: Você já reparou, amigo(a), como não se pede sequer mais em namoro?
Até os caranguejos em marcha ré, também aqui na nossa frente, caçoam da indagação ingênua e romântica do cronista.
Não se pede mais em nada. Muitas vezes você se pega sem saber se namoro ou amizade, rolo, rolinho primavera, cacho, ensaio de amor, romance ou pura sacanagem avulsa. Por isso que nem em Hollywood dá mais certo, caro Salem, faz sentido.
Estou em um relacionamento cafuso, diria o Didi Mocó a esta altura. Estou em um relacionamento “fala sério”. Eis o status do momento.
Há quem veja vantagem no colapso do amor romântico, que seria, na real, apenas um mito criado pelos filmes e romances antigos.
Amor em baixa, como diz o horóscopo.
No tempo do amor líquido e de homens escorregadios, quase nada fica, nem o velho e clássico amor de pica, que me perdõem as senhoras de Santana da marcha da família.
Fonte: http://xicosa.blogfolha.uol.com.br

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