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terça-feira, 8 de outubro de 2013

As divas da música A.A (antes do AutoTune)


Sem querer desmerecer as ditas divas atuais, mas as belas vozes femininas do passado merecem nossa admiração. Naquela época, não existia auto-tune e a beleza no timbre era só no 'gogó' - literalmente. Por isso, a homenagem de hoje.
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Em tempos de Beyoncé, Lady Gaga, Rihanna e Anitta, desacreditar no poder e na beleza de suas vozes é pedir para ser crucificado. Como não quero ser apedrejada, não é esta a intenção. O objetivo bem claro é falar sobre as cantoras do passado, que precisavam de apenas dois elementos para se tornarem "divas": o talento e uma bela voz.

A aparência também não exigia muitos esforços. Naquela época, plásticas, photoshop e maquiagem excessiva não faziam parte dos pré-requisitos. Assim como não era necessário se engrandecer à frente de superproduções. As coisas eram mais simples, mais autênticas e é aí que surge a beleza, a verdadeira arte por assim dizer.
Não sou especialista em música e, por isso mesmo, não posso (nem pretendo) apresentar opiniões técnicas ou profissionais. Quero apenas falar da lindeza que é ouvir uma voz puramente encantadora, com interferência apenas dos ruídos de um velho toca discos. Sou daquelas pessoas saudosistas e que mesmo fazendo parte de uma geração altamente conectada e adoradora da alta tecnologia desconfia das máscaras criadas pelos recursos utilizados hoje em dia.
O maior exemplo é o photoshop. A imagem, porém, não é o foco deste artigo. Quero falar sobre o canto, aquele que sai sem esforços de uma bela voz. E é nessa parte da história que entra o auto-tune, o vilão para quem aprecia a originalidade.
O programa, criado na década de 90 nos Estados Unidos, tem funções mágicas, muito utilizadas por quem não sabe cantar (ou simplesmente por artistas que querem fazer alguns ajustes): afinar e corrigir performances musicais e vocais. Ao mapear e redesenhar a voz de uma pessoa, o auto-tune cria uma voz praticamente perfeita. A maravilha é que o recurso pode ser usado por qualquer um, tornando um cantor de chuveiro em um grande astro do mundo pop.
Longe de querer generalizar e afirmar categoricamente que todas as grandes estrelas pop da atualidade usem o programa sem critérios, pois sempre existem exceções e os grandes talentos jamais serão dizimados do planeta, para a nossa alegria. No entanto, como não desconfiar do grande número de cantoras que surgem a cada dia? As suspeitas aumentam quando os timbres soam metalizados demais - e isso vale para cantores de diferentes gêneros, números e graus.
Além disso, ao ouvir e comparar o desempenho das divas atuais com as divas do passado, a diferença é gritante. Sim, são épocas e conceitos diferentes, mas cá entre nós: cantar é um talento, não uma produção. Isso deveria estar explícito na cabeça do público. Assim, seria mais simples diferenciar as grandes cantoras das cantoras produzidas - simples e fácil de aceitar, já que os fãs ficam raivosos e em um passo de mágica revelam uma agressividade desnecessária, ao ouvirem ou lerem alguém criticando seus ídolos.
Posso estar falando uma grande bobagem com isso tudo? Sim, posso. Só peço uma chance para provar meus argumentos com fatos: a performance de vozes que marcaram época e que continuarão vivas enquanto a humanidade existir.
Décadas de 30 e 40 no Brasil

Carmen Miranda

Aracy de Almeida

Dalva de Oliveira

Emilinha Borba

Décadas de 50 e 60 no Brasil
Maysa

Nara Leão

Elis Regina

Celly Campello

Décadas de 30 e 40 lá fora
Billie Holiday

Ella Fitzgerald

Marlene Dietrich

Dinah Shore

Décadas de 50 e 60 lá fora
Wanda Jackson

Nancy Sinatra

Brenda Lee

Connie Frances

E hoje?
Falar da atualidade é complicado. Amanhã, qualquer coisa pode nos decepcionar. Melhor, no meu caso, ficar no passado e ter a certeza de que estas belas vozes jamais cairão nas graças da tecnologia, além de continuarem ad infinitum inspirando as novas estrelas.

Viu? Recordar é viver e descobrir onde e como surgiu a beleza do cantar feminino.
Fonte:Obvius

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