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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sting oferece surpresas em seu primeiro disco solo em uma década The Last Ship, álbum composto de músicas feitas para o musical do artista na Broadway, chega ao mercado em 24 de setembro

Sting
Chris Pizzello / AP
por David Browne
19 de Ago. de 2013 às 13:03

Sting ainda se lembra de sua primeira memória, quando era criança perto dos estaleiros no nordeste da Inglaterra. "Uma embarcação enorme no fim da minha rua, se impondo e fazendo sombra nas casas", ele conta. "Eu fui criado em um cenário industrial surreal que ainda é o cenário dos meus sonhos – e de alguns de meus pesadelos. Eu vi muitos navios partindo e tem algo aterrorizante, apocalíptico e assustador nesse evento que é algo que nunca sai de você.”
Essas memórias não só perseguiram Sting como inspiraram seu mais recente projeto, The Last Ship, um musical a respeito de um estaleiro britânico que passa por dificuldades na década de 80. A peça estreia na Broadway no segundo semestre do ano que vem, mas o disco com as canções da produção, também batizado de The Last Ship, estará nas lojas no próximo dia 24 de setembro. “O álbum representa o material bruto que usamos para esculpir a peça”, conta Sting. "Espero que ele funcione individualmente como um trabalho, sem a linha narrativa que conduz o musical.”
O disco finaliza o que Sting chama de “um longo período de improdutividade” que começou depois do fim da turnê de reunião do Police em 2008 e seu set com tema natalino de 2009 If On a Winter's Night.... "Eu não acho que o disco teria sequer saído se não fosse o ímpeto inicial de criar algo para o teatro”, diz ele. “Assim que tirei eu mesmo do caminho, as músicas começaram a rolar com tudo.”
Fãs que esperam pop – especialmente pelo fato de esse ser o primeiro disco solo de material inédito de Sting desde Sacred Love (2003) — poderão ficar surpresos. As músicas contam com alguns cantores convidados como Brian Johnson, do AC/DC, e o veterano ator e cantor britânico Jimmy Nail, e os estilos incluem tudo menos rock and roll. "Eu queria que a música refletisse a música tradicional do nordeste da Inglaterra, onde cresci, além de aludir à ótima música tradicional de teatro."
A partir de 25 de setembro, Sting vai apresentar o material ao vivo ao longo de dez noites no Teatro Público de Nova York. A versão da Broadway, que deve contar com mais ou menos três quartos das faixas do álbum, terá direção de Joe Mantelo (do aclamado Wicked) e coreografias assinadas por Steven Hoggett, que trabalhou na produção da Broadway de American Idiot, do Green Day.
Mas por que Sting criaria um disco temático que exige que o ouvinte preste atenção o tempo todo e siga diferentes tramas e personagens? "Certamente é algo que vai contra o fluxo, mas ainda sinto que há um público que quer que a música seja algo além do que se consome e descarta como um café ou um sorvete”, diz. “Eu quero que a música e seus temas consumam as pessoas, total e absolutamente, como fizeram comigo.”

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