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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Fotógrafo diz que retratar Led Zeppelin foi o trabalho mais estressante de sua vida!



Bêbado, Jimmy Page aparece com garrafa de whisky na mão ao lado de Robert Plant (esq.) NealPrestonPhotography

O fotógrafo nova-iorquino Neal Preston teve a vida que qualquer fã de rock gostaria de ter. Registrou a primeira viagem do U2 à Las Vegas para gravação de "I Still Haven't Found What I'm Looking For", clicou shows do Doors, Bob Marley e Jacksons Five no auge de suas carreiras e ainda é amigo pessoal de Cameron Crowe, o que lhe rendeu uma cobertura completa dos bastidores de "Quase Famosos".
Mas foi com o Led Zeppelin, aos 22 anos, que Preston confessa ter tido o "trabalho mais estressante  de sua vida". Ele foi o fotógrafo que passou mais tempo acompanhando o grupo. O início foi em 74, época em que divulgavam "Houses of The Holy" e quando já eram chamados de "a maior banda do mundo" pela "Rolling Stone" americana. Esse trabalho rendeu o e-book "Led Zeppelin: Sound and Fury", lançado em maio e que reúne bastidores inéditos da carreira do quarteto britânico.
"Você não consegue imaginar como é conviver com quatro personalidades tão fortes e distintas. Às vezes as coisas ficam tensas", comenta Preston em entrevista ao UOL. "Eu dormia de duas a três horas por dia e presenciei inúmeras brigas e discussões. Foi a época mais estressante da minha vida, passei um mês em turnê e o mês seguinte dormindo."

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Preston conta que começou a fotografar aos 13 anos, quando ganhou uma máquina fotográfica de presente da família. "Na época levava a máquina para a escola e enquanto meus amigos estudavam, eu saia para fazer fotos de shows locais e ganhar algum dinheiro. Quando terminei a escola, já era um fotógrafo. Não foi algo planejado, simplesmente aconteceu."
O começo musical despertou em Preston a vontade de morar em Los Angeles, cidade onde as bandas ficavam para shows e onde estavam as grandes gravadoras. "Quando mudei para LA, comecei a trabalhar com a Atlantic Records. Na época conheci um repórter de música que me contou que o Led Zeppelin precisava de um fotógrafo para cobrir a turnê nos Estados Unidos. Eu era um dos maiores fãs e me ofereci para o trabalho, o empresário gostou das minhas fotos e me colocou dentro."
Apesar da pouca idade, Neal diz ter aprendido nessa época a separar o trabalho da fama. "Você tem que lembrar que apesar de tudo aquilo, você não é um integrante da banda, esse é seu trabalho. Você pode até ir a algumas festas, mas na volta é um trabalho como qualquer outro".
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Sobre o que acontecia nas farras e fotos impublicáveis do grupo, Preston não entra em detalhes, mas diz que procurava ter bom senso. "Nunca cheguei a seguir Robert Plant até o banheiro. Mas estava com a câmera 24 horas por dia no pescoço. Registrava tudo e publicava o que era necessário, eles estavam me pagando para tirar fotos, não podiam reclamar de me ter perto em todos os momentos".
O fotógrafo disse que o tempo que passou com a banda foi suficiente para criar uma relação duradoura, como quando ele relembra que descobriu que o baterista John Bonham tinha morrido. "Ele morreu na Inglaterra e eu estava em LA. Eu conheci quem era cada um do Led Zeppelin atrás do palco e fiquei chocado. Meus amigos me acordaram com ligações sobre a notícia. Foi um dia muito triste."
Questionado sobre a demora para lançar as fotografias, cerca de 40 anos após a turnê, Preston diz que precisou de tempo para organizar e até mesmo encontrar o material, já que descobriu algumas fotos e seus negativos só na última década.

Para ele, o lançamento de "Sound And Fury" digital ao invés de impresso se trata apenas de uma questão prática. "Os fãs podem acessar muito mais material nesse formato, além de ser muito mais barato de produzir. E também tem o fato de que eu posso adicionar fotos novas quando quiser ao livro, como conteúdo inédito. Não dá pra fazer isso em um livro convencional."
Todo mundo pode tirar fotos em shows, mas isso não faz deles fotógrafos. Existem até fotógrafos (como os papparazzi) que não são fotógrafos
Neal Preston
Mas esse é o máximo de tecnologia que Preston deixa intervir no seu trabalho. O fotógrafo comenta que a popularização da fotografia principalmente na música, não é uma ameaça à profissão. "Todo mundo pode tirar fotos em shows, mas isso não faz de todos fotógrafos. Existem até fotógrafos (como os papparazzi) que não são fotógrafos. O que faz uma fotografia é a emoção, o momento o olhar, não basta ser bom tecnicamente."
Se o sucesso e viver entre rockstars já lhe subiu a cabeça? Preston diz que não. "Estou só fazendo meu trabalho, eu não preciso ser uma lenda. Mas se minhas fotos se tornarem lendas, meu trabalho está feito."
"Led Zeppelin  - Sound And Fury" é material pra fã e reúne diversas curiosidades e histórias da carreira do grupo. Tem prefácio de Stevie Nicks (Fleetwood Mac) e conta com comentários de bandas em áudio sobre as fotos, entrevistas em vídeo em alta resolução, hits da discografia, além de 250 imagens inéditas de shows e backstage. O livro custa US$9,99 no iBooks da Apple.
Fonte:Estefani Medeiros
Do UOL, em São Paulo            

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