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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Veja a lista completa dos artistas que se apresentam na Bienal



Bienal 2012Com 111 artistas, "A Iminência das Poéticas", título da 30ª Bienal de São Paulo, não traz nomes de fácil reconhecimento nem apela para a monumentalidade das obras. Os mais de 3.000 trabalhos estão organizados, em sua maioria, em pequenas salas.
Cidade vira palco de destaque para obras da Bienal
Confira três roteiros de visita à exposição
Presença de outras gerações na Bienal revela opção por "arqueologia imediata"
Confira abaixo a lista completa dos artistas que se apresentam na mostra:

30ª Bienal de São Paulo - 1º Piso


Reinaldo Canato/Folhapress
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Obra de Jiri Kovanda, que está no primeiro piso da Bienal de Arte de São Paulo
1- Absalon (1964-1993)
O israelense produziu obras ligadas à arquitetura, como as "células" --esculturas habitáveis feitas a partir das medidas de seu corpo--, que instauram um espaço de resistência da intimidade e do confinamento dentro do ambiente social.

2- Alair Gomes (1921-1992)
Nascido em Valença (RJ), o engenheiro, professor e crítico de arte ficou mais conhecido por suas fotografias de corpos masculinos nus e seminus nos anos 1970 e 1980.
3- Alberto Bitar (1970)
Explorando os limites técnicos do meio fotográfico --com variações na velocidade de captação, modificações luminosas etc.--, o artista belenense questiona a noção do registro objetivo da imagem, em fotos de pessoas, paisagens, cidades e situações.
4- Alejandro Cesarco (1975)
Uruguaio, residente em Nova York, Cesarco explora a leitura como ato criativo e originador de novos significados. Na Bienal, obras como "Index" (que retrata um índice de livro) buscam refletir sobre as condições que tornam os textos possíveis e os efeitos que estes produzem nas pessoas.
5- Alexandre da Cunha (1969)
Carioca, residente em Londres, tem sua obra marcada pelo uso de objetos cotidianos, que ganham novos sentidos em instalações esculturais e montagens "neominimalistas". O processo de intervenção, apropriação e recontextualização desses objetos questiona também suas conotações sociais já instituídas.
6- Alexandre Navarro Moreira (1974)
Artista de Porto Alegre, desenvolve ações independentes a partir das ideias de apropriação, colaboração e compartilhamento, como fica claro na obra "Apócrifo" (exposta na Bienal). Nela, cartazes de eventos e fotografias se misturam em um muro, propondo uma integração do objeto artístico com o contexto cotidiano das grandes metrópoles.
7- Alfredo Cortina (1903-1988)
Para além de sua carreira de roteirista de rádio e televisão, com a qual se tornou um dos fundadores da radiofonia moderna venezuelana, Cortina realizou, discretamente, uma obra fotográfica enigmática e poética. Tendo como modelo única sua esposa, utilizou-se de um sistema compositivo baseado na repetição para interrogar a noção de paisagem.
8- Ali Kazma (1971)
O artista turco registra, em filmes, os gestos, as técnicas, o esforço e a estética envolvidos nas práticas e nas rotinas de diferentes profissões, principalmente em ambientes industriais. Entre a aproximação realista e a construção poética, a obra de Kazma instiga questionamentos sobre a natureza e o significado do labor contemporâneo.
9- Allan Kaprow (1927-2006)
Nos anos 1950, o americano foi um dos pioneiros no estabelecimento dos conceitos de performance. Na Bienal, registros mostram suas ações, que incorporavam também o público e o cotidiano.
10- Andreas Eriksson (1975)
O artista sueco trabalha com diferentes meios, como pintura, fotografia, escultura e instalação. As obras, frequentemente relacionadas à temas da natureza, trazem algo de trágico, oscilando entre a beleza e o caráter efêmero da matéria. Recentemente, mistura fotografia e pintura, justapondo ilusão e realidade e questionando a relação do homem com a natureza.
11- Anna Oppermann (1940-1993)
Em instalações que combinam desenhos, pinturas, fotografias, textos e objetos retirados de seu contexto, a artista alemã parte de questões existenciais para tratar de questionamentos sociais. As documentações que fazia de seus processo de criação estão, constantemente, rearranjadas dentro da própria obra --destacando a importância não só da forma final, mas também do "fazer".
12- Arthur Bispo do Rosário (1909/1911-1989)
O sergipano viveu 50 anos recluso em um hospital psiquiátrico, utilizando materiais dispensados para criar obras que transitam entre a realidade e o delírio.
(Data exata de nascimento desconhecida)
13- Athanasios Argianas (1946)
Também músico, o artista grego apresenta uma obra sonora e escultural que investiga meios, materiais e linguagens. Simetria, repetição e permutação caracterizam suas "máquinas" --instalações performáticas nas quais som, forma e significados se condensam.
14- August Sander (1876-1964)
Com a série "Pessoas do Século 20", em mais de 600 fotos de indivíduos de diversas esferas sociais, o alemão criou um "catálogo tipológico" de seu povo, revelando um país em mutação.
15- Bas Jan Ader (1942-1975)
Ao se jogar de uma árvore, do telhado ou dentro de um canal --registrando em vídeos--, o holandês buscava evidenciar a noção de vulnerabilidade e indagar o sentido da vida. Morreu em uma performance, tentando atravessar o oceano Atlântico num veleiro.
16- Benet Rossell (1937)
Entre filmes, desenhos, gravuras, poemas e pinturas, o espanhol trabalha com situações efêmeras que normalmente passam despercebidas, explorando a complexidade do simples. O artista criou seu próprio alfabeto de ícones --os "benigramas"-- repleto de ideogramas e desenhos caligráficos.
17- Bernard Frize (1954)
Em pinturas de cores fortes, o artista francês torna visíveis os indícios de seu método de composição. Em cada série de obras se utiliza de uma técnica diferente, com movimento e escala cromática sistematicamente determinados, na tentativa de erradicar qualquer traço de subjetividade.
18- Bernardo Ortiz (1972)
Em colagens ou desenhos de traços e formas simples, o colombiano ressalta os efeitos minúsculos das coisas e dos acontecimentos no mundo.
19- Bruno Munari (1907-1998)
Designer, escritor, ilustrador e educador, o italiano demonstrou especial interesse por livros, jogos e pela educação --considerando a infância como o momento decisivo para a formação de uma personalidade criativa. Para ele, cada obra de arte contém em si a mensagem de que todos somos capazes de criar.
20- Cadu (1977)
Paulista sediado no Rio, cria as obras através de métodos rigorosos e regras de atuação, com resultados que dependem do funcionamento dos sistemas.
21- Charlotte Posenenske (1930-1985)
Em sua produção artística, aspirou a um forte realismo da forma, em pinturas abstratas e esculturas geométricas. A artista buscava aspectos que viabilizassem a participação do público e permeava o trabalho por uma voraz crítica institucional.
22- Christian Vinck (1978)
A obra do venezuelano emerge na cena artística do país no início do novo milênio --em um momento conturbado na política do país--, com pinturas que remetem à representações lendárias e à história passada e presente do país.
23- Ciudad Abierta (1970)
O projeto coletivo formado em Valparaíso, no Chile, surgiu reunindo um grupo de intelectuais e arquitetos questionadores da prática convencional da disciplina --e comprometidos com uma reflexão na qual inexistem noções de propriedade ou de liderança e privilegia-se a contemplação e a hospitalidade.
24- Daniel Steegmann Mangrané (1977)
O olhar do espanhol radicado no Brasil resulta em uma obra que remete tanto aos conflitos quanto às possibilidades de encontro resultantes da condição de ser estrangeiro. Para isso, se utiliza de diferentes tipos de técnicas e linguagens artísticas como desenhos e esculturas.
25- Dave Hullfish Bailey (1963)
Em fotografias, desenhos e esculturas, o americano demonstra seu interesse pela precariedade da sociedade civil e suas superestruturas, pesquisando meios sustentáveis de subsistência e de sobrevivência em centros urbanos e rurais.
26- David Moreno (1957)
Por meio de experimentações eletroacústicas, instalações, desenhos ou fotografias, o americano trata de questões sobre a mortalidade do corpo, a condição animal e os impulsos de vida e morte.
27- Diego Maquieira (1951)
O poeta é considerado um dos principais responsáveis por significativas mudanças de rumo no panorama da poesia chilena contemporânea, estabelecendo tensões inesperadas e propondo insólitos encontros entre imagens, palavras e vazios.
28- Edi Hirose (1975)
O fotógrafo peruano registra, no ensaio "Pozuzo", cenas cotidianas da região central da selva alta peruana, onde, há mais de meio século, vivem descendentes de imigrantes da Áustria e da Alemanha. Trata-se de um retrato visual feito de maneira contemplativa e também pessoal.
29- Eduardo Berliner (1978)
As pinturas do carioca apontam, simultaneamente, para o que é visível pela materialidade da tinta e para o que sua densidade não permite perceber --transitando entre o estranho, o misterioso, o grotesco e o banal, o artista oferece rastros de narrativas conduzidas pela lógica do sonho e do absurdo.
30- Eduardo Gil (1973)
Através das linguagens escrita e falada, inseridas em instalações, o venezuelano relaciona arte e história de modo quase arquivístico, refletindo sobre a memória comunitária.
31- Eduardo Stupía (1951)
Utilizando-se de poucas cores, o argentino cria desenhos enérgicos, de grande concentração gestual, cuja riqueza de elementos constitui um extenso alfabeto gráfico-pictórico.
32- Elaine Reichek (1943)
A americana combina texto e imagem em séries de bordados de diversos formatos. Suas produções apropriam-se conceitualmente de obras de arte de diferentes momentos históricos --apresentando-as ao lado de citações literárias e filosóficas.
33- Erica Baum (1961)
A americana revela sua empatia pela palavra e pela imagem impressa. Enquanto suas fotos denotam uma característica tipográfica, o retrato granulado dá destaque à materialidade do papel. Baum alega que sua obra se origina "da tradição da fotografia direta de rua".
34- f. marquespenteado (1955)
Incomodado com as noções maniqueístas que envolvem o corpo masculino e o papel da masculinidade em uma sociedade que promove a massificação de singularidades, o paulistano optou por se eximir de seu nome o gênero. Na elaboração de sua poética, o artista escolhe tecidos, telas e objetos encontrados para costurar histórias e pensamentos.
35- Fernand Deligny (1913-1996)
Questionando a psiquiatria, a educação formal e outras instituições, o francês produziu obras a partir da relação com crianças autistas e inspirou Deleuze a criar o conceito de rizoma.
36- Fernanda Gomes (1960)
Utilizando móveis, artigos domésticos e elementos achados no ambiente natural, a carioca recicla materiais e os reinventa em outro contexto. O objeto rejeitado recupera sua autonomia e institui um novo significado.

30ª Bienal de São Paulo - 2º Piso

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Reinaldo Canato/Folhapress
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Obra de Arthur Bispo do Rosário, que está no segundo piso da Bienal de Arte de São Paulo
37- Fernando Ortega (1971)
O artista mexicano reordena imagens, sons e objetos, buscando ampliar seus significados usuais. Sua poética revela a dimensão do excepcional e do inesperado em situações ou contextos ordinários.
38- Franz Erhard Walther (1939)
A obra do alemão --em geral confeccionada em tecidos de cortes retos, cores sóbrias e formas geométricas simples-- ganha sentido e forma plena ao ser acionada pelo público. Criadas para a manipulação e a interação, suas peças solicitam o corpo do espectador e funcionam como instrumentos de ação.
39- Franz Mon (1926)
Como poeta e artista, o alemão joga com aspectos essenciais da linguagem e do texto. Mon aproveita-se de mídias prontas e disponíveis: máquinas de escrever, xilogravuras, adesivos de letras e gravações de áudio, entre outras.
40- Frédéric Bruly Bouabré (1923)
A partir de uma visão que teve em 1948 (como conta), o artista da Costa do Marfim dedicou-se a observar, documentar e arquivar as crenças, o folclore, os costumes e os conhecimentos de seu povo, através de desenhos e textos.
41- Gego (1912-1994)
Nascida na Alemanha e radicada na Venezuela, a artista e escultura deixou uma obra que se propõe como um desafio às estruturas espaciais, construtivas, arquitetônicas e cognitivas, com um caráter abstrato-figurativo.
42- Guy Maddin (1956)
A partir de suportes audiovisuais variados, o canadense envolve sua obra em uma atmosfera onírica e fantástica elaborada a partir da estética das principais vanguardas do cinema mudo dos anos 1920. Surrealismo, irrealidade e a temática do bizarro marcam seu trabalho.
43- Hans Eijkelboom (1949)
O holandês retrata transeuntes em ruas de diferentes cidades do mundo, identificando padrões para criar suas séries de imagens de cores fortes. A disciplina e o rigor de suas observações lembram aspectos de estudos antropológicos.
44- Hans-Peter Feldmann (1941)
Trabalhando a partir de diferentes linguagens, o alemão exalta figuras, situações e contextos do cotidiano. Justapondo séries de fotografias, colorindo objetos comuns ou gravando cenas ordinárias, seu interesse está na oposição entre o objeto e os significados que o homem lhe confere.
45- Hayley Tompkins (1971)
Inglês radicado na Escócia, apresenta uma obra de pinturas e esculturas que tira o foco das discussões formalistas e se volta a questionamentos sobre o que constitui a arte. Trata-se de um trabalho intuitivo e íntimo cujo repertório imagético oscila entre temas da história da arte e contextos, objetos ou rituais cotidianos.
46- Helen Mirra (1970)
Em instalações, esculturas, gravuras, filmes ou pinturas, a americana chama a atenção para a maneira como nos relacionamos com a natureza, com a passagem do tempo e com o nosso entorno.
47- Hélio Fervenza (1963)
Nascido em Sant'Ana do Livramento (RS) e vivendo em Porto Alegre, o artista visual, professor e pesquisador realiza sua obra plástico-teórica a partir de profunda reflexão sobre as noções de apresentação, exposição e autoapresentação.
48- Horst Ademeit (1937-2010)
Descoberta pouco antes de sua morte, a obra de Horst Ademeit é composta por fotografias (feitas em uma câmera polaroide) e anotações que revelam o universo de um indivíduo em crise emocional. O resultado são imagens sempre acompanhadas de notas objetivas e subjetivas sobre o lugar, a situação ou os objetos retratados.
49- Hreinn Fridfinnsson (1943)
Artista conceitual, o islandês combina em seu trabalho gêneros como land art, minimalismo e arte povera, relacionando sua obra com fenômenos naturais. Utilizando objetos prontos e achados, nos quais interfere o mínimo possível, trabalha com fotografias, desenhos e instalações sonoras e textuais.
50- Hugo Canoilas (1977)
Com formação em pintura, o português radicado na Áustria também incorpora em sua obra escultura, vídeo, som e performance. Interessado pelo modernismo e pela literatura, sua prática artística revisita histórias a partir de perspectivas política, poética, religiosa e existencialista.
51- Ian Hamilton Finlay (1925-2006)
Nascido nas Bahamas, o artista evoca poeticamente a relação entre natureza e cultura. Suas experimentações esculturais com a linguagem (por vezes gravadas em pedras) estenderam-se pela poesia concreta, por dispositivos formalistas de construção do discurso e por processos artísticos em que a palavra se torna expressão espacializada.
52- Icaro Zorbar (1977)
O colombiano cria máquinas híbridas a partir de monitores, projetores, ventiladores e outros objetos antigos, dando a eles vários novos significados.
53- Ilene Segalove (1950)
Artista, escritora e professora, a americana editou documentários artísticos que tratavam de temas variados como a cultura da televisão americana e sua vida familiar em Beverly Hills. Também produz colagens e fotomontagens, questionando o potencial das artes para mudança social e seu papel como entretenimento sofisticado.
54- Iñaki Bonillas (1981)
Utilizando-se de procedimentos quase científicos de compilação, edição e arquivamento de fotografias (por vezes, centenas delas), o mexicano produz obras com desdobramentos de conteúdo pessoal e intimista. Nas obras, conecta também os elementos constitutivos do meio fotográfico com os de outros meios plásticos.
55- Iván Argote (1983) e Pauline Bastard (1982)
Com trabalhos que convidam os espectadores a participar da obra, a dupla reflete sobre a relação entre o público e o privado e a impessoalidade na vida íntima das pessoas. Argote é colombiano e Bastard, francesa.
56- Jerry Martin (1976)
Colombiano que vive no Peru, Martin faz desenhos que remetem ao processo de leitura: histórias ganham contorno enquanto letras se sobrepõem em elaboradas imagens indiciais. As palavras que utiliza vêm de textos em que discute temas como as sociedades classicistas, o racismo, a identidade e a justiça.
57- Jirí Kovanda (1953)
O tcheco, que desde os anos 1970 produz vasta obra de ações e instalações, utiliza-se tanto de objetos quanto de sua própria presença nos espaços para refletir sobre a vida cotidiana normatizada.
58- John Zurier (1956)
O americano cria pinturas que exploram a luminosidade, a cromaticidade e a espacialidade de maneira simples e direta. Produzindo obras monocromáticas formalmente econômicas e de intensa fisicalidade, revela uma atmosfera de silêncio e solidão.
59- José Arnaud Bello (1976)
Por meio de um processo metódico de identificação, manipulação e classificação de conteúdos relacionáveis, o mexicano explora a construção de conexões entre os diferentes campos do conhecimento --registrando seus projetos em fotografias, filmes, desenhos e textos.
60- Juan Iribarren (1956)
Venezuelano radicado nos EUA, faz uma pintura que caracteriza-se por um estrito registro climático das condições atmosféricas do representado --luz, densidade, distância-- em estruturas aparentemente abstratas.
61- Juan Luis Martínez (1942-1993)
Poeta vanguardista e artista visual chileno, Martínez apresenta uma obra repleta de colagens em que significado e significante se separam --a linguagem não cristaliza o universo e o conhecimento, mas funciona como um conjunto de significados em constante transformação.
62- Jutta Koether (1958)
Pintora, performer, musicista, crítica e teórica, a alemã cria trabalhos que desafiam normas e procuram romper as noções usuais do que é visto como arte.
63- Katja Strunz (1970)
Em seus "Constructed Fragments" (fragmentos construídos), utiliza materiais reciclados combinados com outros industriais ou feitos a mão. Levando em consideração geometrias formais, usa dobras como ponto de partida para suas esculturas.
64- Kirsten Pieroth (1970)
Ao transpor objetos de seu ambiente comum para isolá-los e reorganizá-los em uma narrativa alternativa, os trabalhos da alemã discutem deslocamento e transformação, conceitualidade e materialidade, evidência e interpretação.
66- Kriwet (1942)
Artista multimídia e poeta concreto, o alemão faz montagens de filmes nos quais disseca a estética e a dialética de programas de televisão antigos. A linguagem anacrônica que domina seus trabalhos em filme e em áudio se estende até seus textos.
67- Leandro Tartaglia (1977)
Em performances e peças, o argentino interage com a cidade, debatendo o papel do espaço público e indo contra a "amnésia histórica coletiva".
68- Lucia Laguna (1941)
Tendo a paisagem como temática principal de sua pesquisa plástica, a fluminense mescla o concreto e o fictício em uma obra que evoca a abstração formal e a gestualidade clássica da pintura representacional. As obras são iniciadas ou finalizadas pela artista, mas permaecem por longos períodos entregues à ação de seus colaboradores.
69- Marcelo Coutinho (1968)
Nascido em Campina Grande, o artista radicado em recife concentra sua pesquisa plástica e audiovisual --por meio de performances, objetos, filmes e instalações-- em torno da criação de palavras que definem sensações avessas aos códigos preestabelecidos da língua portuguesa.
70- Marco Fusinato (1964)
Músico e artista visual, o australiano produz sua obra poética com clara influência dos ícones punks e de suas atitudes políticas. Assim, trabalhou com pontuações musicais de maneira pictórica, realizou intervenções em partituras e criou instalações de sons e luz.
71- Mark Morrisroe (1959-1989)
Com uma câmera polaroide, o americano iniciou um percurso artístico corajoso, incorporando fotos de prostitutas a raios X de seu tórax e expondo seu corpo --e os de seus amigos e amantes-- em imagens rabiscadas com dedicatórias, anotações e registros de seu cotidiano.
72- Martín Legón (1978)
O argentino, em obras com tons de nostalgia e cinismo, faz uma arte de resistência contra a objetividade. Seus trabalhos lidam com a perversão dos sistemas sociais e com questões de autoria.

30ª Bienal de São Paulo

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Reinaldo Canato/Folhapress
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Obra de Pablo Accinelli, que está no primeiro piso da Bienal de Arte de São Paulo
73- Maryanne Amacher (1938-2009)
Compositora e artista multimídia, a americana ficou conhecida por aproximar arte, ciência e visão arquitetônica.
74- Meris Angioletti (1977)
Com instalações de luz e som, projeções de vídeos e fotografias, a italiana investiga os mecanismos da percepção, da memória e do inconsciente.
75- Michel Aubry (1959)
Designer e artista francês, costura mobílias, instrumentos, tecidos e tapeçarias para formar instalações com referências históricas e políticas, utilizando pontuações sonoras para ativar a percepção do público.
76- Mobile Radio
Projeto da dupla Sarah Washington (Inglaterra) e Knut Aufermann (Alemanha) que mistura arte e rádio de forma experimental.
77- Moris (1978)
Tentando abarcar a espontaneidade do que é rotineiro, o mexicano age como uma espécie de etnógrafo visual do espaço urbano, deixando expostas críticas sociais marcantes. O artista observa as populações marginais e a classe operária e se interessa pelas linguagens visuais, pela escrita popular e pelos processos de construção de objetos utilitários.
78- Moyra Davey (1958)
Fotógrafa e cineasta, Moyra Davey retrata interiores domésticos vazios e arranjos acidentais de objetos. As fotografias que realiza são caracterizadas não pela cena monumental, mas pela descoberta.
79- Juan Nascimento (1969) e Daniela Lovera (1968)
A dupla venezuelana interessa-se pela ideia de história como ficção e pelas analogias entre a construção da narrativa fílmica e a do discurso histórico --seu trabalho assume tanto a forma impressa quanto a de imagem em movimento.
80- Nicolás Paris (1977)
Com composições simples --tanto em trabalhos em papel quanto em objetos acionados pelo público--, o colombiano propõe exercícios inusitados de experimentação.
81- Nino Cais (1969)
Partindo do universo doméstico e do interesse pela banalidade das circunstâncias cotidianas, o paulistano funde seu corpo a utensílios caseiros na elaboração de uma poética aberta a infinitas combinações.
82- Nydia Negromonte (1965)
A peruana radicada no Brasil propõe questionamentos sobre a força do objeto e os limites da linguagem artística, construindo sua poética a partir de diversos meios como desenho, escultura, instalação, fotografia, vídeo e intervenções.
83- Odires Mlászho (1960)
O paranaense, que vive em São Paulo, modifica imagens e as refotografa --transformando em colagens conteúdos visuais que parecem ter se desvinculado de sua memória.
84- Olivier Nottellet (1963)
Em sua obra de desenhos, instalações e pinturas murais, o argelino radicado na França cria um mundo específico, em que determinadas obsessões por figuras dão lugar a uma gramática de figurações ilógicas e equilíbrios precários.
85- Pablo Accinelli (1983)
Trabalhando com desenho, escultura e instalação e influenciado por sistemas geométricos, o argentino explora as dicotomias entre a ordem e o caos, o externo e o interno, o presente e o passado, o literal e o metafórico.
86- Pablo Pijnappel (1979)
Filmados em sua maioria em 16mm, os trabalhos do francês são influenciados pela história da psicanálise e pelas trajetórias de pessoas de grande importância em sua vida.
87- Patrick Jolley (1966-2012)
Composto a partir de imagens hipnóticas que se contrapõem às estruturas narrativas convencionais, o trabalho fílmico do irlandês é marcado por sequências imagéticas densas, fragmentárias e oblíquas em que situações inusitadas ganham uma tônica quase sobrenatural.
88- Paulo Vivacqua (1971)
O capixaba cruza as linguagens sonora e visual em suas instalações, que sugerem percursos e narrativas imaginárias.
89- PPPP (1955)
PPPP (Productos Peruanos para Pensar) é um coletivo de um homem só: o peruano Alberto Casari. Seus alter egos --o escritor e poeta visual Alfredo Covarrubias, os pintores Arturo Kobayashi e El Místico e o crítico de arte Patrick Van Hoste-- produzem materiais assinados pela logomarca da empresa.
90- Ricardo Basbaum (1961)
Tendo a palavra como elemento essencial em suas criações, o paulistano radicado no Rio apresenta produção plástica intrinsecamente ligada ao seu trabalho como teórico e escritor. Convidando o público a participar ativamente dos processos criativos, assume a arte como experiência.
91- Robert Filliou (1926-1987)
A ênfase na experimentação e no processo criativo são aspectos centrais na arte do francês, que, encarando a prática artística como meio de ação direta sobre o mundo, almejava integrar todos os atos da vida com o fazer artístico.
92- Robert Smithson (1938-1973)
Explorando diferentes gêneros e mídias e tendo a trajetória marcada pela investigação da linguagem, o americano ficou mais conhecido por seus provocativos "earthworks" e pela atuação em paisagens remotas.
93- Roberto Obregón (1946-2003)
Desde o início dos anos 1970 até sua morte, Roberto Obregón realizou uma obra obsessivamente centrada nas rosas. A dissecação metódica desta flor foi sua principal ferramenta de linguagem e, com ela, abordou a natureza cíclica do tempo.
94- Rodrigo Braga (1976)
O amazonense debate a relação entre natureza e cultura e propõe um embate com a racionalidade, em uma produção ao mesmo tempo exuberante e atordoante.
95- Runo Lagomarsino (1977)
O sueco, que mora no Brasil, busca tornar visíveis os processos históricos e discursivos que sustentam as relações geopolíticas, através de pinturas e esculturas. O artista desenvolve trabalhos que apresentam uma visão crítica do colonialismo e das relações de conflito entre diferentes culturas.
96- Sheila Hicks (1934)
Uma das mais importantes artistas trabalhando com arte têxtil, a americana rejeita os limites que separam arte, artesanato e design. Desenvolve, há mais de seis décadas, uma obra calcada na exploração criativa de técnicas tradicionais e não tradicionais de manipulação.
97- Sigurdur Gudmundsson (1942)
A obra do islandês está baseada em desvios de significados e inusitadas aproximações entre o homem e o ambiente. Coletivamente intituladas "Situations", suas fotografias estabelecem relações de equilíbrio e justaposição entre seu corpo e os mais variados objetos e contextos.
98- Simone Forti (1935)
Influenciada pela dança, a italiana radicada nos EUA focou o corpo como objeto de arte, em trabalhos de movimentos físicos e falas improvisadas.
99- Sofia Borges (1984)
Situando o espectador em um ponto intermediário entre o que seria a fotografia e seu espaço de instauração, a ribeirão-pretense cria um ambiente rarefeito de envolvente estranhamento, a partir da manipulação explícita e bem elaborada de procedimentos específicos do meio fotográfico.
100- Studio 3Z (1949)
Em 1971, o angolense abriu seu estúdio na cidade de Kitambo. Com fotos em preto e branco, retratava famílias e indivíduos, em uma era pré-digital em que a fotografia era muito mais um evento orquestrado e contido do que um registro de momentos espontâneos.
101- Tehching Hsieh (1950)
Nascido em Taiwan, o artista se propôs a fazer projetos radicais, como permanecer confinado em uma cela em seu estúdio ou passar 365 dias vivendo nas ruas de Nova York, sempre fazendo registros. Aos 49 anos parou de atuar como artista.
102- Thiago Rocha Pitta (1980)
Centrado na relação entre arte e natureza, o trabalho de Thiago Rocha Pitta ganha forma em fotografias, desenhos, vídeos, pinturas, esculturas e instalações. Apostando no diálogo com o ambiente natural, o artista explora os padrões mutáveis do ar, do fogo ou da água por meio de intervenções que se expõem ao tempo.
103- Thomas Sipp
O artista, que mora em Paris e Toulouse, realiza, desde o início dos anos 1990, uma obra de caráter documental, por meio de cinema, vídeo e rádio. Dando continuidade à tradição do cinema direct, Sipp é autor de uma obra intimista cujos temas giram em torno de figuras da infância e da velhice.
104- Tiago Carneiro da Cunha (1973)
Paulistano radicado no Rio, o artista trata irônica e criticamente temas como violência, sexo e exotismo. Em esculturas de resina, apresenta personagens estranhos e deformados que evocam imagens violentas e impulsos abjetos.
105- Viola Yesiltaç (1975)
Com influência da tradição construtivista, a alemã explora os deslocamentos que se operam entre fotografia, desenho, escultura e performance.
106- Waldemar Cordeiro (1925-1973)
Nascido em Roma de pai brasileiro e mãe italiana, o pintor, gravador e paisagista radicou-se em São Paulo e deixou uma obra marcada pela lógica, assemelhada à arte concreta.
107- Xu Bing (1955)
Símbolos que se materializam, embaralham significados e inventam um novo código desafiam o espectador na obra de Xu Bing. Ao impossibilitar a leitura em seus desenhos e "textos", o artista explora a conexão do homem com o mundo escrito, a função e os limites da linguagem.
108- Yuki Kimura (1971)
As instalações de Yuki Kimura combinam imagens e objetos, na tentativa de construir espaços para a exploração de questões existenciais. Os olhares para o passado e o futuro convidam o interlocutor a encarar a própria mortalidade e, ao mesmo tempo, compreender a continuidade da vida.

Fonte:Folha Ilustrada

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