Alexsom

Alexsom

GLASTONBURY 2017

CALENDAR JAZZ

MONTREUX ACADEMY 2017

Colour Me Free! - Joss Stone

Amy Winehouse Foundation

PLAYING FOR CHANGE

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Nova MPB na tela da TV - Programas dedicados à música brasileira contemporânea mostram um interesse da TV na nova geração que não se via desde os anos 1960 e 1970


Roberta Sá canta Carmem Miranda no programa "Cantoras do Brasil"
Foto: Cris Valias / Divulgação
Roberta Sá canta Carmem Miranda no programa "Cantoras do Brasil"
Cris Valias / Divulgação

RIO - Jovens cantoras visitam o repertório de suas antecessoras, artistas moradores de São Paulo falam de sua relação com a cidade, um estúdio de rádio recebe os novos nomes da música brasileira. Em formatos diferentes, três programas chegam à TV lançando luz sobre a geração que está desenhando a música popular brasileira contemporânea — respectivamente, “Cantoras do Brasil” (estreia hoje), “Cada canto” (vai ao ar a partir do dia 7 de outubro) e “Cultura livre” (sua segunda temporada, totalmente remodelada, começou em 11 de agosto). Eles se juntam a outros que — com o mesmo objetivo e a mesma variedade de recortes — surgiram nos últimos anos, como “Experimente” (Multishow), “Na brasa” (MTV), “Segue o som” (TV Brasil), “Evidente” e “Pelas tabelas” (ambos do Canal Brasil). Um interesse da TV em documentar a produção musical nacional que não se mostrava com tamanha intensidade desde a era de ouro das décadas de 1960 e 1970.
— Já era hora. Há pelo menos uma década essa chamada “nova música brasileira” vem fazendo uma música consistente e que nada deve à nossa história — diz o compositor Romulo Fróes, idealizador (com Maurício Tagliari e Gustavo Moura) e apresentador (com Débora Pill) do “Cada canto”.

— Não por acaso, esse maior interesse por esses artistas chega num momento em que muito deles consolidam sua carreira.



“Cantoras do Brasil” — criado por Mercedes Tristão, Simone Esmanhotto e Mariana Rolim e dirigido por Simone Elias — estreia hoje, às 18h45, com Tulipa Ruiz cantando Dalva de Oliveira. Passarão por lá artistas como Lulina (músicas de Ademilde Fonseca e Miriam Batucada), Tiê (Celly Campello), Mallu Magalhães (Elizeth Cardoso) e Roberta Sá (Carmen Miranda).



— A nossa ideia era trazer de volta essas mulheres que servem de inspiração até hoje — explica Mercedes. — É um jeito também de apresentar essas divas a uma nova geração pelas cantoras de hoje e apresentar as cantoras de hoje para os fãs das vozes do passado.


Espaço para mais programas


Gravado em preto e branco, com inspiração declarada no clássico “Ensaio” (programa de Fernando Faro que segue no ar, documentando também a nova geração), o “Cantoras do Brasil” é uma forma de olhar a riqueza dessa cena.



— Viver esta cena é inspirador, dá vontade de falar a respeito, de apresentar quem é quem. De fato, desde os anos 1960 e 1970 não se via algo tão inspirador e novo — afirma Mercedes, que, assim como Romulo, considera ainda insuficiente a atenção dada a esses artistas pela TV. — A TV é um veículo de massa, e seria por ela que apresentaríamos a um público maior esses novos rostos. É demais ver a música de Gaby na abertura da novela, a de Lia Sophia, a de Tulipa. Mas é mais legal ainda quando é possível ver o rosto de quem canta. Nisso, esta geração perde em relação à dos anos 1960 e 1970. O Romulo está nos jornais, o Kiko Dinucci, o Rodrigo Campos. Mas não na TV. Só conhece quem lê jornal.



Kiko e Rodrigo são dois dos artistas documentados pelo “Cada canto", também do Canal Brasil (Emicida e Anelis Assumpção também estarão lá, entre outros). Usando recursos como mapas e visitas a cenários paulistanos importantes para cada personagem, o programa é baseado na geografia de São Paulo.



— São Paulo foi o lugar que melhor acolheu a imensa diversidade tão característica dessa geração. Não é de hoje que artistas de todo o Brasil vêm para cá na busca de desenvolver seus trabalhos — aponta Romulo. — E sempre foram muito bem recebidos. O programa tenta dar conta do quanto a cidade influenciou o trabalho de cada um e quais as marcas deixadas por estes artistas na cena musical da cidade.



Nascido na Rádio Cultura há três anos e depois transposto para a TV, o “Cultura livre” estreou recentemente sua nova temporada na TV Cultura (aos sábados, 17h30m), com um formato “mais televisivo” e duração maior (eram 10 minutos, agora são 30). Eddie, Marcia Castro, O Terno e Tatá Aeroplano estão entre os artistas que passaram por lá.



— A produção dos artistas ficou tão grande que se impôs. Para acompanhar, as TVs foram atrás — resume Roberta Martinelli, apresentadora do “Cultura livre”. — Tem que ter cada vez mais programas. As coisas são muito rápidas hoje, a produção é muito intensa. Se não documentarmos, elas acabam passando.

Fonte:O Globo

0 comentários: