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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ron Carter passeia por clássicos e é ovacionado em São Paulo

Célebre por suas inúmeras parcerias (estima ter tocado em mais de 2.000 gravações), Ron Carter ganhou status de lenda instantânea após emprestar suas linhas de baixo ao Segundo Grande Quinteto de Miles Davis, nos anos 1960.
Porém, quem esteve na agradável noite desta terça-feira (31) no Auditório Ibirapuera, onde o músico fez duas concorridas apresentações gratuitas, teve a chance de conhecer outra de suas facetas: a de "bandleader".
À frente do formato clássico de trio de jazz --com Irene Rosnes (piano), Payton Crossley (bateria), além de Rolando Morales (percussão)--, Carter comemorou em grande estilo seus 75 anos, completados em maio.
"Esta aqui é à minha sala de estar", brincou, em tom intimista, logo antes de apresentar os músicos à plateia, ávida por aplausos a cada mínimo instante de respiro.
Eric Gaillard - 11.jul.12/Reuters
A lenda do jazz Ron Carter, que se apresentou em São Paulo
A lenda do jazz Ron Carter, que se apresentou em São Paulo
Praticamente sem pausas, intercalando longos temas e improvisos, o show transitou por um repertório de composições próprias (como "Little Waltz" e "Caminando") e de Miles Davis ("Seven Steps to Heaven"), além da balada pop "You Are My Sunshine", gravada por Jimmie Davis, em 1940. "Vocês é quem são meu raio de sol", declarou-se.

Ainda em forma, Carter, PhD de ofício, precisa de pouco para exibir seus predicados.
Ele subiu e desceu por sobre o braço de seu baixo acústico com a naturalidade dos grandes mestres, seja no "walking bass" (técnica de tocar uma nota por tempo, uma de suas marcas registradas) ou em suas harmonias intricadas, recheada de sincopes.
Demonstrando a habitual elegância, permitiu ainda que cada integrante do grupo tivesse seu momento de brilho individual.
Irene, responsável pelas linhas melódicas ao piano, Crossley, em sua precisão virtuosa, e o performático Morales solaram e improvisaram mais de uma vez ao longo da apresentação.
Ao fim de uma e meia de jazz, a plena reverência: três minutos ininterruptos de aplausos, em dose dupla, incluindo o bis. Oitocentas pessoas de pé. De pé também, no Ibirapuera, a boa música.

LEONARDO RODRIGUES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

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