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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Atrações do festival de Nova Orleans virão ao Brasil

 CARLOS CALADO
ENVIADO ESPECIAL A NOVA ORLEANS (EUA)
A chuva que caiu no meio da tarde do último domingo (6), pouco antes dos shows de Foo Fighters, David Sanborn, Bonnie Raitt e Rebirth Brass Band, não chegou a prejudicar o encerramento da 43ª edição do New Orleans Jazz & Heritage Festival, um dos maiores eventos musicais do mundo.
A produção do evento ainda não divulgou números de público, mas calcula-se que cerca de 500 mil pessoas passaram pelos portões do Fairgrounds, o hipódromo local, durante os dois disputados finais de semana.
Com quase 500 atrações musicais, esse eclético evento é, no fundo, uma combinação de vários festivais. Se decidir acompanhar as atrações de apenas um dos 12 palcos, o frequentador poderá assistir a um festival de jazz moderno ou outro de jazz tradicional, um de blues ou outro de gospel, um de ritmos locais da Louisiana ou outro de música pop e assim por diante.
Em número maior a cada ano, os turistas brasileiros puderam conferir shows que virão ao Brasil neste ano. Como o do saxofonista, cantor e ator Donald Harrison, que mistura jazz moderno, funk e outros ritmos de Nova Orleans, com direito a fantasias típicas do carnaval local. Ele será uma das atrações da 10ª edição do Bourbon Street Fest, em São Paulo e Rio, em agosto.
Outra atração desse festival brasileiro será a Preservation Hall Jazz Band, verdadeira instituição do jazz tradicional de Nova Orleans, que festejou seus 50 anos em três palcos diferentes do Jazz Fest, além de uma exposição de fotos, na área fechada do hipódromo.
Na sexta feira (4), o bem humorado trombonista Delfeayo Marsalis --atração confirmada do Bourbon Festival de Paraty (RJ), em junho-- comandou a Uptown Orchestra, uma big band dedicada à tradição dançante do swing, mas que se abre para o jazz moderno, como no saboroso arranjo de "Señor Blues" (de Horace Silver).
Já o veterano saxofonista David Sanborn --escalado para o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras (RJ), em junho-- foi uma boa surpresa, no programa de domingo. Ao lado do organista Joey DeFrancesco, Sanborn exibiu uma excitante sessão de soul-jazz e rhythm & blues, recriando clássicos como "Let the Good Times Roll" e "I've Got News for You", ambos do repertório de Ray Charles (1930-2004).
Escalado como atração princ ipal do palco de jazz, no sábado, o pianista e compositor Herbie Hancock recebeu a difícil missão de disputar a plateia com a veterana banda de rock Eagles. Talvez por isso tenha recorrido a seu repertório eletrificado dos anos 1970 e 1980, incluindo releituras dos hits "Watermelow Man" e "Chameleon". Em seu quarteto atual, destaca-se a guitarra inventiva do africano Lionel Loueke.
A baixista e cantora Esperanza Spalding também fez uma apresentação bastante concorrida, exibindo o criativo material de seu recém-lançado álbum "Radio Music Society". Porém, começar um show com 40 minutos de atraso, aparentemente por um problema com o baixo acústico, faz pensar se essa talentosa jazzista já não estaria "se achando" uma pop star.
Dois anos após a estreia da série de TV "Tremé", que retrata a reconstrução de New Orleans após a tragédia desencadeada pelo furacão Katrina (em 2005), já é evidente seu impacto sobre a cena local. Músicos que participaram de seus capítulos, como Trombone Shorty, Kermit Ruffins, Donald Harrison e John Boutté, estão atraindo o interesse de plateias imensas que eles não tinham antes. É o chamado "efeito Tremé".
O jornalista Carlos Calado hospedou-se em Nova Orleans a convite do New Orleans Convention & Visitors Bureau

Eva Hambach/France Presse
A cantora Esperanza Spalding
A cantora Esperanza Spalding

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