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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Escalação nacional preza pela irrelevância no Lollapalooza

Se a escalação de bandas estrangeiras do Lollapalooza Brasil é um conjunto de superlativos, a de bandas nacionais está no extremo oposto.
Para cada nome entre os que experimentam o auge do "hype", como Skrillex ou Cage the Elephant, ou que passaram disso e se mantêm relevantes, como Arctic Monkeys, TV On The Radio e Band of Horses, existe uma atração brasileira que há tempos não produz nada relevante --ou ainda não o fizeram.
Vide a dupla Veiga & Salazar. Nome importante do hip-hop nacional na década passada, há oito anos vive um hiato na carreira. Prometem disco novo para 2012, mas para o segundo semestre.
Caso semelhante ao do Pavilhão 9, que foi um dos principais grupos de rap dos anos 1990 e início dos 2000.
Há oito anos sem lançar discos, a banda vive em uma espécie de limbo. Ressurgirá para alimentar os saudosos, mas tira, assim, o espaço que poderia ser dedicado a um expoente da nova e tão rica cena de rap atual do Brasil.

Adriano Choque-18.ago.2011/France Presse
Show da
 banda Velhas Virgens, no Kazebre Rock Bar, em São Paulo, em 2011
Show da banda Velhas Virgens, no Kazebre Rock Bar, em São Paulo, em 2011
Outra categoria é de bandas que nunca justificaram a sua existência.

Nesse quesito, ninguém pode defender melhor o posto do que a paulistana Velhas Virgens. Em atividade há 26 anos, fazendo rock'n'roll com letras sub-bukowskianas, a escalação do grupo tem um caráter quase educativo: mostrar aos mais jovens como era uma banda de rock brasileiro "B" nos anos 1980.

MAIS NOVOS
No meio termo entre dinossauros e nem tão velhos assim (mas um pouco gastos), estão os paulistanos do Daniel Beleza & Os Corações em Fúria. Banda de algum destaque no "boom" de nomes independentes em meados dos anos 2000, pouco se soube do seu punk glam rock recentemente.

Se o grupo ainda conserva a energia de suas apresentações, reconhecidas pelas performances ditas viscerais, talvez o convite do festival se justifique.
Já entre os novíssimos escalados, a carioca Tipo Uísque é a maior incógnita.

Lançados por um braço da Som Livre, a banda faz um rock meio fofo, à la Rilo Kiley.
Ainda precisa provar, no seu pouco tempo de carreira, que tem música tão interessante quanto a formação, com quatro mulheres graciosas e dois homens.
Dada a concorrência, pode não ser tão difícil fazê-lo.
RODRIGO LEVINO
EDITOR-ASSISTENTE DA "ILUSTRADA"

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