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terça-feira, 13 de março de 2012

Festival South By Southwest abre espaço para música brasileira

Nesta semana, todos os caminhos para a nova música levam artistas, produtores de shows, jornalistas, caçadores de talentos, gente da indústria musical e público em geral ao Estado americano do Texas, onde acontece a colossal edição 2012 do festival South by Southwest.
Os Strokes, durante apresentação no Festival South By Southwest, em 2001
Os Strokes, durante apresentação no Festival South By Southwest, em 2001
Maior e mais influente vitrine da música independente do planeta, o SXSW, como o evento é conhecido, é um festival de música de rua que espalhará a partir de hoje e até domingo cerca de 2.000 bandas de quase 60 países por 104 palcos de 92 clubes da cidade de Austin.
Os grupos se apresentarão durante a programação normal (à noite) e nas dezenas de festas e shows-surpresa paralelos (durante o dia).
O termo "palcos de clube locais" cobre desde clubes de fato até bares, quintais de lojas, saguões de hotel, parques, estacionamentos de restaurantes e até igrejas.
Já por "nova música" entenda-se música de bandas supernovas, razoavelmente novas e de gente veterana mostrando novidades, como Bruce Springsteen neste ano.
Iggy Pop, REM, Patti Smith e Morrissey já fizeram shows especiais no SXSW. Strokes, White Stripes, Adele e Amy Winehouse despontaram no festival.


Em 2012, bandas como a folk britânica Dry the River, a americana de metal All Pigs Must Die e a cantora neo- zelandesa Kimbra são os nomes a observar, entre centenas de outros.

O Brasil estará representado. Tiê e Renato Godá, entre outros, levam a nova MPB ao Texas. As bandas indies Rosie & Me, curitibana, e Some Community, paulistana, tocarão lá. O Agridoce, projeto paralelo da roqueira Pitty, estará em ação no SXSW 2012. A cantora MC Zuzuka Poderosa, que é capixaba e canta funk carioca, também integra a legião brasileira.
"O SXSW é fundamental para quem faz pesquisa de artistas novos que, em um ou dois anos, estarão em outras posições na música. Vê-los tocar em clubes pequenos, fazer shows de dia em uma loja é uma boa oportunidade para verificar a qualidade da performance deles", diz o produtor musical Marcos Boffa, um dos diretores artísticos de festivais como Sónar Brasil, Planeta Terra e Ultra, além de levar vários shows independentes ao Brasil.

"O festival é excelente, ainda, para estabelecer uma boa rede de contatos com agentes de bandas, representantes de selos, jornalistas de revistas e jornais, todos os envolvidos na cena que um dia podem ser úteis", diz.

O que começa amanhã, dentro do South by Southwest, é a parte musical do festival, sua vocação primeira. Mas o SXSW tem mais dois outros importantes braços: um na área de interatividade e outro na de cinema novo, os quais já estão acontecendo desde a última sexta.

O SXSW faz 25 anos neste ano, confirmando sua vocação de grande feira livre da "next big thing". Artistas, como o roqueiro Jack White, vão sempre ao festival para vender pessoalmente discos de suas gravadoras.
A Apple montou uma loja no estilo "pop-up" em 2011 para comercializar no SXSW o então novo iPad 2. A rede social Twitter também ganhou popularidade no SXSW, 2007. E em 2012...

Jack Plunkett/Associated Press

   
LÚCIO RIBEIRO
COLUNISTA DA FOLHA

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