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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

E se você voltasse a comprar CD original?

Quem acompanhou os noticiários ontem, deve ter se deparado com um protesto feito por diversos gigantes da internet, como Google, Wikipedia, WordPress e etc, contra dois projetos de lei que tramitam nos EUA (um na Câmara e outro no Senado).

Os projetos miram os sites de download, e trazem propostas ‘ousadas’: além de tirar um site ilegal do ar, coisa que já acontece, a ideia é de que um site que simplesmente linka outro site de download também possa ser retirado do ar (além de poder sofrer várias outras sanções).

Exemplificando, se você procurar no Google uma música pra baixar, e ele te jogar pra um blog de downloads, a justiça pode tirar o Google do ar.
Como diversos grandes sites de download não ficam nos EUA (o Piratebay fica na Suécia, por exemplo), a única forma de minimizar o acesso a ele é proibindo quem o indica. A ideia é defendida pelos grandes grupos de mídia, que contém gravadoras e estúdios de cinema. Faz sentido, mas é bizarro.

O sites que protestaram alegam que alguns trechos dos projetos abrem espaço para a censura (abaixo, a imagem de protesto do Google, ontem, nos Estados Unidos).
Agora saindo um pouco dos EUA, pensemos juntos: e se os downloads deixassem de existir e você voltasse a ter acesso a música apenas ao comprar CD’s originais? Seria bom negócio?

Não. Falando especificamente de música sertaneja, por mais que quem seja de fora possa estranhar, o processo seria altamente negativo ao mercado.

O acesso gratuito a conteúdo, como já dito aqui diversas vezes, está na base de formação desse recente e milionário mercado de música sertaneja. Quanto artistas, sinceramente, vocês acham que torcem pelo fim da “pirataria digital”?

O prejudicado mesmo da história toda é o compositor, o caso mais urgente a ser resolvido. Ao menos um passo, ainda que pequeno, parece ter sido dado ultimamente: o bom senso mostrou que ficar tentando proibir downloads é dar murro em ponta de faca.

Voltando ao assunto do texto, creio que os projetos não sejam aprovados nesses moldes nos EUA, e menos ainda que se invente algo assim pra cá.
De qualquer forma, fica o exemplo de que até mesmo os poderosos Estados Unidos não fazem ideia de como lidar com a relação internet x direitos autorais.

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