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sábado, 19 de novembro de 2011

Florence + The Machine confirma shows no Brasil e lança o obscuro “Ceremonials”, com inspirações em Virginia Woolf e Frida Kahlo

por Larissa Saram -Colherada Cultural
Florence Welsh é a voz poderosa da banda Florence+The MachineFlorence Welsh é a voz poderosa da banda Florence+The Machine

Protegida da maldição que acompanha alguns grupos no lançamento do segundo disco (olá Klaxons e Duffy), a inglesa Florence Welsh e os garotos do The Machine podem respirar aliviados: depois do recém-lançado “Ceremonials”, nem magia negra tornará a diva ruiva, dona da voz grave de “The Dog Days Are Over”, uma artista de um hit só. O repertório que recheia seu novo álbum tem tudo que é preciso para se tornar sucesso em rádios, iPods e filmes blockbuster. Mas nada de romances, como aconteceu em “Comer Rezar Amar” (2010). Este disco está muito mais para trilha sonora de suspenses e dramas. Quem sabe até longas sobre vampiros.

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A capa do disco, disponível para compra no iTunes e nas lojas desde o início de novembroA capa do disco, disponível para compra no iTunes e nas lojas desde o início de novembro
Assim como no anterior “Lungs” (2009), as 12 novas canções têm pegada pop e trazem os robustos vocais épicos de Florence em gritos esticados, aqueles que nos fazem crer que a artista está em uma grande arena, cantando com os cabelos ao vento. E as semelhanças acabam por aqui. Os já conhecidos arranjos eruditos estão muito mais escancarados. Sintetizadores estilo retrô, um coral gregoriano e até sons de corvos são os temperos que fazem de “Ceremonials” um disco misterioso. A introdução ao obscuro mundo de Florence é feita com “Only If For a Night”, um canto meio espiritual que fala de fantasmas, ritos e cemitérios. Em seguida, “Shake It Out” pede insistentemente para que o ouvinte se liberte do diabo que está em suas costas e vá se preocupar com coisas importantes. Há momentos mais dançantes com “Lover to Lover” e mais darks com “Seven Devils” – o nome da faixa já explica.
O disco ganha contornos cult com “What the Water Gave Me”, título que tem o mesmo nome de uma obra surrealista de Frida Kahlo, de 1938. No quadro, a artista ilustra a passagem do tempo com elementos tristes que marcaram a sua vida, todos boiando em uma banheira branca, objeto que remetia Frida aos momentos felizes de sua infância. A letra da canção, que traz no refrão "pockets full of stones” (bolsos cheios de pedras), faz referência à escritora Virginia Woolf, que cometeu suicídio em um rio, colocando pedras nos bolsos. Uma forma bastante clara de indicar que as protagonistas desse disco são heroínas donas de trajetórias para lá de trágicas.
A obra "What the Water Gave Me", de Frida Kahlo, inspirou uma das novas canções A obra "What the Water Gave Me", de Frida Kahlo, inspirou uma das novas canções
Com poucas variações nos ritmos e batidas, “Ceremonials” quase chega a ser monótono. Mas é só apertar o botão de repeat quando o disco acaba para entender que fica difícil de algo se aproximar do ruim quando se trata do talento de Florence.  Sua força vocal, aliada às letras gótico-românticas, aos arranjos ricos e aos finais arrebatadores das canções compensam e acabam por transformar a extrema concisão em qualidade.

Aos fãs de Florence + The Machine, deixamos aqui duas preciosas dicas: prepare os bolsos e vá agora atrás do novo disco (que pode ser ouvido via streaming aqui!). A cantora e sua banda já confirmaram shows no Brasil, durante o Summer Soul Festival, que será realizado em janeiro nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis. E é claro que você vai querer estar presente, no gargarejo, com todas as canções na ponta da língua, não é!?

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