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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Descobridor de Amy Winehouse fala do disco póstumo ‘Lioness’


A cantora Amy Winehouse, morta em julho deste ano

A cantora Amy Winehouse, morta em julho deste ano Terceiro / Foto divulgação/Bryan Adams
RIO - Filho e sobrinho de músicos, o americano Salaam Remi já era um produtor de canções de sucesso no hip-hop (como "Fugee-la", dos Fugees, e "Here comes the hotstepper", de Ini Kamoze), quando, em 2002, seus caminhos se cruzaram com os de uma cantora londrina de 18 anos de idade. Daí em diante, sua vida nunca mais seria a mesma.
Salaam Remi contou com foi a gravação do álbum e que o disco chega as lojas dia 5.

Ele não só se tornou o descobridor de Amy Winehouse como atuou na produção de seus dois álbuns ("Frank", de 2003; e o lendário "Back to black", de 2006), virou seu grande amigo e estava cuidando para que ela realizasse seu terceiro álbum — mas a cantora morreu, em 23 de julho, por excesso de consumo de álcool. Coube a Salaam, junto a Mark Ronson (também produtor de "Back to black") e à família de Amy selecionar as 12 faixas de "Lioness: hidden treasures", disco póstumo que chega às lojas (do Brasil, inclusive, pela gravadora Universal) no dia 5, com foto de capa feita pelo cantor Bryan Adams, em 2007.— Comecei a separar o material apenas por diversão — diz Salaam, que, no processo, ouviu horas e horas de arquivos registrados por ele entre 2002 e 2011. Assista ao clipe de “Our day will come”.

— Eu tive todo tipo de reação. Eu ri, chorei, fiquei feliz, fiquei triste... Algumas vezes, ouvindo as gravações, parecia que eu estava conversando com ela.
A faixa mais significativa que "Lioness" tem a oferecer aos brasileiros (que em janeiro viram alguns dos últimos shows de Amy e que compraram mais de 700 mil de seus CDs), é uma versão em inglês de "Garota de Ipanema", de Tom e Vinicius.

— Foi a primeira música que ela cantou para mim. Ela interpretou a canção só com um violão, e de forma um pouco diferente, mas com tanta afeição que eu vi que Amy seria maior do que apenas uma cantora de R&B. Ela realmente fez a canção brilhar e abriu os meus olhos — diz Salaam.

Por coincidência, essa também foi a primeira música que Mitch, o pai de Amy, ouviu quando o produtor apresentou o material que poderia figurar no disco.
— Ele disse: "Uau, como a voz dela está clara! E como ela cantava bem!" — conta.

Algumas faixas de "Lioness" (leia crítica ao lado) receberam produção extra, após o registro original. Caso de duas composições da cantora, "Like smoke" (que ganhou um rap de Nas, seu amigo desde que ela o citou na música "Me and Mr. Jones") e "Halftime" (agora com a bateria de um dos ídolos de Amy: ?uestlove, do The Roots).

Salaam Remi estava com Amy em março de 2009, nas férias na ilha caribenha de Santa Lúcia, quando ela teria gravado demos que, segundo boatos, foram rejeitadas pela gravadora por serem "reggae demais". Ele nega.
— Amy passou a maior parte do tempo lá compondo. São só boatos, já que não submetemos nenhum material à gravadora.
Apesar de haver mais inéditas nos arquivos (como a canção "Procrastinate", que vazou para o YouTube), Salaam não acredita que deem para mais um álbum.

— Há algumas coisas do começo de carreira, mais jazzy, mas não é muito — diz.

Fonte:O Globo Cultura

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