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domingo, 3 de julho de 2011

40 anos “sem” Jim Morrison, que continua vivo nas imagens!


A frase “uma imagem vale mais que mil palavras” nunca foi tão perfeita para definir algo quanto a foto que Joel Brodsky fez de Jim Morrison. Ele não precisaria mais nem cantar que seu posto de ícone pop já estaria garantido. Um acaso, uma sorte, um artista que soube traduzir o outro? Pouco importam essas questões que só cabem agora em ambiente acadêmico; para o mundo, Jim Morrison é um mito que muitos acreditam estar vivo e está, pelo menos nesta foto.

Como sempre digo, muito menos ouvido do que falado, Jim Morrison e seu grupo The Doors tiveram uma carreira de controvérsias, shows polêmicos e discos idiossincráticos. Formados na Universidade da Califórnia dentro do curso de cinema, quatro jovens (Ray Manzarek, nos teclados, mais as ideias e os vocais de Jim Morrison, além do baterista John Densmore e o guitarrista Robby Krieger), formaram um time bem diferente das bandas da época; a inexistência de um baixista, arranjos inusitados, letras estranhas e longe de ser uma banda feliz como era moda na “flower power” californiana da época, fizeram deles um grupo do tipo “ame ou odeie”. Durante o apogeu do grupo, entre 1967 e 1970, lançaram seis discos (The Doors, Strange Days, Waiting For The Sun,The Soft Parade, Morrison Hotel) incluindo um ao vivo (Absolutely Live) e em 1971, o excelente “L.A. Woman”, com um Morrison já doidão e afastado do grupo.
 Relatos da infância e adolescência de Morrison o apontam como um cara querido, sensível e carismático; foi com o passar dos anos que um certo misticismo misturado com drogas e bebida o levaram a uma personalidade instável, insegura e, às vezes, violenta. O grande mito de sua “não morte”, na verdade, foi que na época poucos ligavam para ele; seus antigos companheiros de banda já tinham virado a página (a prova são dois discos lançados pós Jim); uma soma patética nos dias de hoje! Abandonado à própria sorte na França, ao lado da namorada, também doidona, Pamela Courson, com suas esquisitices, acabou sendo encontrado morto, por um ataque cardíaco, em sua banheira, no dia 3 de julho de 1971; imagem que ajuda a fortalecer o mito; como um “Marat” revolucionário do rock. Por isso, o humilde bombeiro que reconheceu a morte do mito, até recentemente, vivia dando depoimentos a tabloides.
Gordo, abandonado e maltratado, estava longe da imagem mítica que permanecia na memória de todos; outra razão da dúvida de sua morte: aquele, sem dúvida, não era o Jim Morrison idealizado e nunca poderia ser imortalizado num caixão daquele jeito. Para o inferno dos conservadores franceses, ele foi enterrado no Poets' Corner, do famoso cemitério Père Lachaise em Paris, uma área onde também estão as lápides de Balzac, Molière e Oscar Wilde. Em pouco tempo, o local virou um ponto turístico; passagem obrigatória de lunáticos, místicos e fãs sinceros de Morrison; tornou-se um dos túmulos mais visitados do mundo e particularmente, um peso para mim, pois não sei qual a mórbida coincidência ou se por uma mensagem subliminar que tentavam me passar, cansei de ouvir: “Puxa Maia, lembrei tanto de você, quando visitei o túmulo do Jim Morrison...”. Hoje, Morrison é um ícone com livros, documentários, shows, vários discos em catálogo e toda sorte de material, para que possamos tirar nossas próprias conclusões sobre o artista. Se tivesse que escolher um, que resumisse bem a história de Jim Morrison, ficaria com “When You're Strange: A Film About The Doors” (2010), um sensível documentário, narrado por Johnny Depp; um filme verdadeiro e longe de ser caricato, como sempre tentaram mostrar Jim Morrison, principalmente nos últimos 40 anos.
Por Roberto Maia às 01h58 UOL

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