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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Amy Winehouse encanta os cariocas em show curto


Apesar da bela voz e de ter um disco elogiado e premiado, todo o mundo conhece Amy Winehouse por ser controversa.

Sexo, drogas e rock n`roll parece ser mais do que uma frase de efeito para a cantora, é quase um mantra, já que desde que estourou com o album Back to Black Amy vive sua vida mais do que intensamente.

Shows cancelados, socos em quem não a agradou, bebedeiras no palco que a fizeram cair em plena apresentação e vários outros casos, que por fim não se sabe mais onde acaba a verdade e começa a lenda.

Até a aparência física de Amy Winehouse é discutida, sua magreza, suas tatuagens e principalmente seu aplique longo, sempre preso em um meio coque alto estilo anos 60, além da maquiagem com olhos bem destacados, também inspirada na mesma década.


Com apenas 27 anos, Amy é dona de uma voz reconhecívbel em todo mundo e apesar de ter lançado apenas dois albuns desde seu inicio em 2003, já tem fama e sucesso suficientes para deixar muito marmanjo do rock com inveja. Por todas essas razões listadas que não é surpresa que a cantora conseguiu lotar uma noite do HSBC Arena, no Rio, ganhando uma noite extra nesta segunda, 10 de janeiro.

Antes de Amy subir ao palco, o Rio de Janeiro também pode conhecer ao vivo a mais nova sensação do R&B norte-americano: a pequenina Janelle Monáe. Ela abriu o show de Winehouse e ainda deu uma aula de dança e de modernidade. Bem menos controversa do que a atração principal, Monáe já é apontada como uma das revelações da década que se inicia, com apenas dois albuns, "Metropolis: Suites I" (2007) e "The ArchAndroid" (2010).

Fã de ficção científica e James Brown, Monáe consegue unir os dois em suas músicas, misturando a batida frenética do R&B de Brown com sons eletrônicos. Performática como seu mentor, Monáe parece crescer no palco estando muito bem assessorada de sua banda composta por dupla de metais, piano, bateria, baixo, guitarra, segunda vozes e dançarinos. Mesmo com o show principal marcado para 22h, Monáe já contava com mais de metade da platéia em seu show, que começou pontualmente às 20h30. Sua apresentação durou 1 hora e a cantora apresentou 12 músicas, entre elas "Smile" de Charlie Chaplin, mas levantou a platéia com seus sucessos, "Faster", "Locked Inside", "Cold War", "Tightrope" e "Come Alive". Foi ovacionada e provou ao vivo porque é tão celebrada em seu país natal.

Com 40 minutos de atraso, a banda de Winehouse entrou no palco do HSBC Arena às 22h40. Trio de metais, bateria, guitarra, baixo e uma dupla de segunda vozes preparou o terreno, vestidos em camisas e chapéus que lembravam a boemia da Lapa, ficava claro qual seria o tom da noite. Vestida em um curtíssimo e decotado vestido de estampa de tigre, Amy entrou no palco recebida por muitas palmas, enquanto um enorme pano desenrolava atrás da cantora revelando uma bandeira do Brasil estilizada onde também se via escrito "Amy Winehouse".

 Com esse cenário, Amy não decepcionou seus fãs. Abriu sua apresentação com "Just Friends", que esqueceu parte da letra e acabou acompanhando o público. Com o constante auxilio de colas pregadas pelo palco, Amy bebia de uma pequena xícara de procelana, causando especulações na platéia. Sem subir aos placos desde 2007, Winehouse parecia um pouco desconfortável durante suas primeiras músicas, apenas cantarolando pedaços, mudando alguns aranjos e pedindo o auxílio de seu guitarrista.

Apesar de todos esses percalços, a banda que hoje se apresentou no Rio é a mesma que a acompanha desde o lançamento de seu segundo álbum. Um pouco mais centrada, menos esquecida, Amy mostrou ao seu público o porquê de seu sucesso, cantando "Boulevard of Broken Dreams" de Tony Benett, sem engasgar com a letra. "Lovers Never Say Goodbye", "I Heard Love is Blind" e "Love is a Losing Game", também foram interpretadas com mais veracidade pela cantora, que nitidamente procurava sua cola pelo chão, ou então o auxílio de seu guitarrista.

 Ao fim de "Some Unhole War", Amy saiu do palco e Zalon Thompson, um de suas segunda vozes, cantou "Everybody Here Wants You" e "What a Man Going to Do". De volta ao palco Amy brincou com a platéia e emendou "Rehab", sem dúvida seu maior sucesso. Em seguida "You Know Im no Good" e "Valerie", seu cover de maior sucesso, lançado pela banda The Zutons, de Liverpool e eternizada na voz de Amy. Quase uma hora de show havia passado e apenas mais uma canção foi apresentada pela cantora, que saiu do palco. O fim e os agradecimentos ficaram por conta da banda que encerrou o show extamente às 23h40.

Alguns reclamaram do show curto e das músicas esquecidas, mas após alguns anos lendo e ouvindo sobre sua vida conturbada, seus escândalos e toda a aurea de confusão que a envolve, não há como exigir um show diferente da cantora que já é um ícone, mesmo com apenas dois albuns e 27 anos. Em uma época de pouca criatividade, cantoras como Janelle Monáe e Amy Winehouse são muito mais do que bem-vindas. Janelle com sua energia e Amy com sua voz inconfudível e seu estilo que em muito lembra grandes artistas do passado.

SET LIST MONÁE:
1. Suite II Overture
2. Dance or Die
3. Faster
4. Locked Inside
5. Smile
6. Sincerely, Jane
7. Wondaland
8. Mushrooms & Roses
9. Oh, Maker
10. Cold War
11. Tightrope
12. Come Alive (War of the Roses)

SET LIST WINEHOUSE:
1. Just Friends
2. Back to Black
3. Tears Dry On Their Own
4. Boulevard of Broken Dreams
5. Outside Looking In
6 Lovers Never Say Goodbye
7. I Heard Love is Blind
8. Some Unholy War
9. Everybody here Wants You (Zalon Thompson)
10. What a Man To Do (Zalon Thompson)
11. Rehab
12. You Know Im No Good
13. Valerie
14. Love is a Losing Game
15. Me & Mr Jones

Por Raphaela Ximenes
Fotos Fabiane Barreto
11/01/2011

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