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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chico Buarque em 1973: Edição em DVD resgata entrevista para o programa MPB Especial

Chico Buarque tinha menos de uma década de carreira profissional quando, em 1973, gravou participação no programa MPB Especial, de Fernando Faro.
 
 
Editado em DVD pela Biscoito Fino dentro da rica série que resgata entrevistas históricas, o programa traz depoimento de Chico em início de estrada, mas já autor de vários clássicos.
 
Todo o tempo Chico parece mais interessado no papo do que na música.
 
O mais curioso é que o compositor, talvez por sua conhecida timidez, revela não se lembrar de várias composições. "Não me lembro de quase nada", despista. "Eu só lembro das músicas que estou tocando no show, as outras ficam fora de forma", explica. "Dá próxima vez vou aprender essas músicas para tocar em seu programa", brinca quando tenta lembrar uma composição de Nelson Cavaquinho.
 
Muito perseguido pela censura da ditadura militar, e tendo passado temporada em auto-exílio na Itália, nesse ano Chico não lançou nenhum disco de carreira. Mas compôs com Ruy Guerra clássicos para o musical Calabar. O tema abre o depoimento de Chico, que lembra que o Brasil não tinha, então, histórico de musicais bem sucedidos no teatro. Dessa peça mostra músicas, então ainda inéditas, como Tatuagem e Boi voador não pode em citação.
 
Entre histórias valiosas, Chico mostra como compôs Deus lhe pague. "É esse som o tempo todo chateando", comenta sobre os tensos acordes da música. "Nunca faço letra sem música, às vezes a música vai e a letra não aparece", revela Chico exemplificando com um trecho de Desalento, que entregou para o parceiro Vinicius de Moraes completar os versos que faltavam. "As duas coisas estão muito juntas", conta. Por essas histórias passa ainda a criação de Construção, que revela ter sido feita em duas partes.
 
Chico também fala à vontade sobre futebol. Revela que enquanto estava na Itália ("sem nada pra fazer, meio chateado", dá pista sem entrar em detalhes) criou um jogo sobre futebol. Canta o hino que compôs para seu time Politheama e cita jogadores em evidência na época.
 
Entre muitos cigarros e pequenas canjas ao violão, o clima é informal. Durante quase 50 minutos o jovem Chico Buarque fala mais do que canta episódios desse início de carreira, comenta sobre processo criativo e ainda passa histórias de amigos como Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Ciro Monteiro. O programa se revela agradável documento do artista no início da construção de sua rica obra, mas já cheio de história para contar - e procurando liberdade para isso.
Fonte:Ziriguidum

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