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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Show MTV 20 Anos

No documentário sobre a história da MTV que passou logo após o show que comemorou os seus 20 anos de Brasil, vários artistas e profissionais de mídia falaram sobre o grande trunfo do canal: a linguagem. Admirada por criar um vínculo no público jovem que se renova a cada geração, a MTV sempre acha um jeito de invadir a sua vida, seja com a expansão da programação online ou fazendo uma programação no mesmo ritmo frenético que o seu.


Quando começou a transmissão via internet da 1ª metade do evento (a outra metade foi televisionada ao vivo), lembrei deste sentimento de estar representado na televisão quando vinha visitar meus familiares em São Paulo, pois morava no interior e naquela época não havia sinal do canal por lá. Agora com a internet não há mais barreiras que impeçam o jovem de viver a sua própria cultura, e essa é a maior conquista desses últimos 20 anos, não só pela MTV mas por todos os geradores de cultura.

Prestada a homenagem, vamos à celebração. O show de 20 anos da MTV começou assim como ela: com Garota de Ipanema, desta vez repaginada por Caetano Veloso. Caetano, figura nada nova mas sempre contemporânea, foi a atração mais constante da festa, voltando depois para um medley incrível com Jorge Ben Jor em Yves Brussel, uma música de Caetano que não me recordo o nome e Ponta de Lança Africano, em uma versão hard rock com Andreas Kisser e banda de apoio.

Bom ressaltar a banda de apoio concisa e que, embora tenha derrapado algumas vezes, trouxe um ar de jam session que há muito não se via em um show televisionado ao vivo. Infelizmente, o público (que parecia estar mais ocupado em fazer social) aplaudiu pouco ou nada, como no caso de Mallu Magalhães com o saxofonista do Kid Abelha George Israel no ska-folk de Shine Yellow.

Com exceção da salpicada de anos 00 com Fresno e Chitãozinho & Xororó (e o divertido cover de Evidências), NX Zero e Pitty, de resto o que se viu foi um banho de nostalgia dos anos 90 nas faixas de Fernanda Abreu (lembra?), o pessoal do manguebeat (destaque para um Otto visivelmente alterado) fazendo o hino Manguetown, Paralamas e Titãs (representados por Branco Mello) fazendo sucessos seus da época e, claro que não esqueceria, a reunião do Planet Hemp.

O Planet subiu com clima de quem estava em casa. E estava mesmo. O Rio é o cenário do grupo de rap-rock, e mesmo que você não goste do som, não pode deixar de reparar na química do fraseado de BNegão e D2. O jogo de pergunta e reposta, os coros do refrão, tudo tem um ritmo alucinante. Agora o impressionante é como uma mensagem que causava tamanho espanto, hoje esteja assimilada em uma festa fashion, da indústria da música.

O Planet Hemp fez sua parte com uma apresentação despojada, aliás como foi o clima de todo o evento, bem diferente dos textos decorados e apresentações engessadas do VMB. Se a MTV quer continuar a falar com o público jovem, deveria seguir o bom exemplo desse show e optar pelo valor que é símbolo da juventude e sempre será: a liberdade.
Fonte:Somnacaixablog

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