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quarta-feira, 30 de junho de 2010

CD com trilha da Copa do Mundo traz festa africana - veja mais lançamentos

VÁRIOS ARTISTAS – "LISTEN UP! – DISCO OFICIAL DA COPA DO MUNDO DE 2010"Várias Artistas - 'Listen up!' (Foto: Divulgação / Sony
Music)
Trilha sonora de evento oficial no continente mais “exótico” para o imaginário ocidental – a álbum oficial da Copa do Mundo de 2010 tinha tudo para ser uma picaretagem musical. Mas, boa surpresa, até que se sai bem na hora de misturar talentos europeus e americanos com artistas africanos. Não tão bem quanto a cerimônia de abertura do evento (que foi de Tinariwen a BLK JKS), mas consegue abrir bastante o leque do que pode ser considerada “música africana” sem comprometer a diversão.

A reconstrução de “Move on up” de Curtis Mayfild, por Angelique Kidjo e John Legend ficou primorosa, enquanto Shakira bota o mundo para dançar novamente ao sim de “Waka waka”, ao lado do Freshlyground. Mas é claro que nem tudo sai como o planejado, e momentos mais entediantes surgem com “One day”, de Matisyahu com o cantor Nameless e em “Shosholoza 2010”, com uma legião de artistas. A brasileira Claudia Leitte dá uma prévia de 2014 em “As máscaras”, e deixa o ouvinte pensando sobre o que esperar da trilha da Copa no Brasil. (AMAURI STAMBOROSKI JR.)


U2, "360º AT THE ROSE BOWL" (Universal)U2 - '360º at the Rose Bowl' (Foto: Divulgação /
Universal)
Já faz alguns anos que o U2 vem abusando da (desgastada) fórmula álbum + turnê + DVD. Seguindo essa linha, chega às lojas agora “U2 360º At The Rose Bowl”, registro do show realizado em 2009 para 100 mil pessoas no estádio Rose Bowl, em Los Angeles — mesmo lugar onde aconteceu a final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, entre Brasil e Itália, em 1994.

Filmado em película, o que deixa a apresentação muito próxima de uma experiência cinematográfica, o DVD traz 23 canções, entre músicas do último álbum, “No line on the horizon” (“Magnificent”, “Unknown caller”), e clássicos (“Sunday bloody sunday”, “With or without you”, ”The unforgettable fire”), além de material menos óbvio (como “City of blinding lights”, de “How to dismantle an atomic bomb”, de 2004). Entre os destaques, estão uma versão acústica para “Stuck in a moment you can't get out of” e “Walk on”, dedicada à Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz e líder do movimento democrata birmanês, que cumpre prisão domiciliar.

Mas o que mais impressiona mesmo neste show é o palco planejado pelo arquiteto Mark Fisher. Montado no centro do estádio, se assemelha a uma gigantesca aranha, com pernas esparramadas sobre o público, e permite que a banda possa ser vista por todos os ângulos. Um telão oval, suspenso sobre a banda, exibe detalhes de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen em ação, além de animações e mensagens que dialogam com o espetáculo. (HENRIQUE PORTO)

MILEY CYRUS – "CAN'T BE TAMED"Miley Cyrus - 'Can't be tamed' (Foto: Divulgação /
Universal)

Pelo nova atitude e pelos figurinos escandalosos usados no palco, era de se esperar que Miley Cyrus – às vésperas da maioridade – refletisse a revolta adolescente em um ousado novo álbum, aproveitando o título “Can’t be tamed” (“Não podem me domar”). Mas o caso é que o disco junta o mais chato do dance pop de Lady Gaga com o que há de menos interessante no R&B pré-pubescente de Justin Bieber.

A faixa título poderia soar musicalmente provocativa em 2002, mas hoje só parece uma sub-Christina Aguilera. Encharcada com distorção nos vocais, “Permanent december” é R&B para garotas que ainda se vestem apenas de rosa. As baladas, como “Every rose has its torn”, carregam a mesma dose de melado de sempre. O disco não é um desastre, e quando Cyrus resolve apontar para o dance retrô do Abba com “Two more lonely people” se dá muito bem. (ASJ)
EASY STAR ALL-STARS - "EASY STAR'S LONELY HEART DUB BANDEasy Star All-Stars - 'Easy Star’s Lonely Heart Dub
Band' (Foto: Divulgação)

Os nova-iorquinos do Easy Star All-Stars, famosos por seus álbuns covers, atacam com mais uma homenagem. Desta vez escolheram “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, obra-prima dos Beatles que dispensa apresentações.

Diferente das versões dub de “The dark side of the moon”, do Pink Floyd, e “OK Computer”, do Radiohead, em que ampliaram os horizontes dos dois repertórios, em “Sgt. Pepper's” acontece justamente o contrário: as canções ficam limitadas ao universo reggae sem muita originalidade.

Há bons momentos, como em “Within you without you”, “Fixing a hole” e “When I’m sixty four”, que foram extendidas em versões mais abstratas. Alguns arranjos de metais também se destacam, mas o resultado fica muito aquém dos tributos anteriores. (HP)
Fonte:G1

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