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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Musas indie Zooey Deschanel e Charlotte Gainsbourg lançam novos discos

SHE & HIM - "VOLUME 2"
Com seus grandes olhos azuis e longos cílios, voz de veludo e senso fashion vintage, Zooey Deschanel, a “she” (“ela”, em inglês) da dupla She & Him é a perfeita musa indie retrô. Atriz de papeis pop (“500 dias com ela”, “Quase famosos”) e casada com Bem Gibbard, da banda Death Cab For Cutie, ela também goza de relativo sucesso na música, com sua releitura folk do som dos girl groups dos anos 60. A sua mistura do romantismo de Dusty Springfield e melodias ensolaradas dos Beach Boys em versão desplugada (arranjada e tocada pelo folkboy M. Ward, a contraparte masculina do duo) não é novidade – na verdade, parece dever um tanto a grupos como o escocês Camera Obscura. O que não tira o brilho, a leveza e o sentimento de verão eterno de músicas como “In the Sun” e “Home”. (AMAURI STAMBOROSKI JR.)Gravadora: Merge


CHARLOTTE GAINSBOURG – “IRM”
A voz não é o maior trunfo de Charlotte Gainsbourg – atriz singular, que mostrou brilhantismo em ‘Anticristo’. Mas o canto quase apagado da artista franco-britânica vai bem com certos arranjos, desenvolvidos por parceiros escolhidos com esperteza. Foi assim no álbum de estreia, “Lemon incest” (1986), produzido pelo paizão Serge Gainsbourg, e mais tarde em “5:55” (2006), com colaboração do Air. Em “IRM”, é Beck quem envolve o timbre suave de Charlotte em bases que vão da chanson moderninha (“Master’s hand”) ao rock pesado (“Tricky Pony”). Algumas das faixas podem até soar mais pop – caso de “Heaven can wait” – mas é o experimentalismo que norteia o disco. Ele aparece nos arranjos de cordas de “Vanities” e “Time of the assassins”, e na percussão de “Voyage”. Sobre a modelo que estampa a capa de “IRM”, não se engane: é mesmo o rosto de Charlotte captado em ângulo que a deixou idêntica a Carla Bruni.
(DOLORES OROSCO)Gravadora: Warner



STACEY KENT - "RACONTE-MOI"
Em "Raconte-moi" ("Conte-me"), a cantora norte-americana Stacey Kent deixou o jazz um pouco de lado e se aventurou pela canção francesa em um lançamento do tradicional selo Blue Note. Valeu correr o risco. O resultado é um disco essencialmente delicado, elegante e cheio de classe. Sob arranjos bem acabados de autoria do marido, o saxofonista Jim Tomlinson, a voz macia de Stacey Kent, que viveu e estudou em Paris, encontra a base para criar uma atmosfera intimista, bem ao estilo da chamada "chanson française". Fã da música brasileira, ela já havia gravado Vinícius de Morais em disco anterior e, neste, incluiu uma interessante versão em francês de "Águas de março" ("Les eaux de mars"), de Tom Jobim, entre clássicos de Paul Misraki, Georges Moustaki, Henry Salvador e composições de autores franceses contemporâneos É presente infalível para a namorada. (FAUSTO SIQUEIRA)Gravadora: EMI

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