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terça-feira, 16 de março de 2010

'Serei um garoto até a morte', diz B.B. King às vésperas de turnê brasileira

O cantor e guitarrista B.B. King (Foto: Henrique Porto
O cantor e guitarrista B.B. King está de volta ao Brasil, um país de “homens inteligentes e mulheres bonitas”, como ele mesmo descreveu durante a entrevista coletiva que concedeu em um hotel na Zona Sul do Rio, na tarde desta segunda-feira (15). Mas vê-lo chegando a bordo de uma cadeira de rodas fez surgir a dúvida: estaria B.B. King cansado?

“Sim, eu fico cansado. Mas sigo em frente. Ainda adoro trabalhar. Serei um garoto até a morte”, disse o músico de 84 anos, 60 deles dedicados ao blues.

Bem humorado e muito simpático, King explica os motivos que ainda o fazem encarar extensas turnês internacionais, como a atual “One more time tour”, que trouxe o guitarrista ao país para shows no Rio (nesta terça, 16), São Paulo (dias 18, 19 e 20) e Brasília (22).

“Já toquei em mais 90 países. Nunca achei que fosse viver o bastante para voltar. Mas aqui estou. E muito feliz. Se sempre puder ver uma pessoa sorrindo, como vocês estão fazendo agora, não vou parar. Porque amo o que faço”, afirmou.

‘Homem santo’

Ele recordou um momento particularmente especial que viveu no Brasil, quando tocou para uma platéia de 110 mil pessoas no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em 1995. “Fui tratado como um santo. Gostei muito daquilo. Nunca esquecerei”, confessou o músico antes de desculpar-se por não saber falar português.

“Eu mal sei falar inglês. Ainda estou aprendendo”, brincou King.



Fiel ao estio bluesmen, prefere viajar de ônibus pelos países em que toca. “Não faço mais tanta questão de voar. Acho que talvez tenha ficado meio temeroso com o passar do tempo”.



Durante quase os 45 minutos de entrevista, o músico só deixa o sorriso de lado quando fala sobre a representatividade que o blues e sua própria obra têm hoje em dia.

"As rádios não tocam os meus discos. Também não estou na TV. Por isso, pouca gente fala sobre B.B. King e não tem a chance de ouvir B.B. King. As pessoas na América tocam e escutam música, mas não o blues. Isso me deixa triste", lamentou.

Beethoven

Mas mesmo diante do panorama desfavorável que ele próprio descreve, diz ainda acreditar no gênero que o projetou. "Blues é como música clássica, é como Beethoven. Nunca vai morrer". E completou: "Acredito ter muitos fãs. Se pegasse um dólar de cada amigo, me tornaria um milionário".



B.B. King não descarta a possibilidade de gravar um novo disco, mas acrescenta que ainda não tem planos para entrar em estúdio.



"Sempre tenho algo em mente, mas só gravo aquilo que acho realmente interessante. Por enquanto, não tem me ocorrido nada assim", justificou o guitarrista, que já ganhou 15 prêmios Grammy.



Brincalhão, não quis revelar o que preparou para apresentar ao público carioca no show desta noite. "Você conta para as suas amigas o que vai vestir no dia seguinte?", respondeu a uma jornalista que quis saber o repertório da apresentação.



E, depois de tantos anos de estrada, ainda resta algum desejo?



"Quero ser melhor, muito melhor do que sou hoje. Acho que não se está morto até morrer".

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