Alexsom

Alexsom

GLASTONBURY 2017

CALENDAR JAZZ

MONTREUX ACADEMY 2017

Colour Me Free! - Joss Stone

Amy Winehouse Foundation

PLAYING FOR CHANGE

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Beyoncé cantou, representou e homenageou Michael Jackson

cantora Beyoncé durante show no Planeta Parque em Florianópolis (Foto: Marcos Serra Lima/Ego)

Lasciva, atrevida, criança, fetichista, angelical, perua. Beyoncé representa tantas personagens quantas as roupas que troca no show da turnê “I Am...Tour”, que estreou na noite desta quinta-feira (4) no Brasil, em Florianópolis, para 25 mil pessoas.



Florianópolis foi a palavra que ela deve ter treinado para pronunciar bem, ao contrário de José Alexandre, nome de um fã para quem estendeu o microfone e se enrolou toda para repetir, antes de cantar “Say my name”. Mas isso já foi quase no fim do show, que durou duas horas cravadas, das 22h15 às 0h15.


Veja galeria de fotos do show de Beyoncé em Florianópolis



O início bombástico com “Crazy in Love” provocou histeria, o que não foi exatamente uma surpresa. Ela abusou da sensualidade em “Naughty girl”, com trechos de “Love to love you baby”, de Donna Summer, até que em “Frekun dress” ela cantou caindo suavemente para trás, até tocar o chão.

E pulou, rebolou e mexeu o laçarote da parte de trás do collant, bem no derrière. E depois parou, encarou a plateia meio incrédula e disse: “uau!”. O discurso “é um prazer estar aqui, pela primeira vez no Brasil. Sempre me disseram que eu tinha de vir e aqui estou” pode até parecer previsível entre as grandes estrelas.


Bandeira


Segurar a bandeira nacional também não é lá muito criativo, Madonna que o diga. Mas a diferença de Beyoncé é que ela parece fazer tudo com sinceridade. Inclusive cantar, porque se ela usou playback uma ou duas vezes, foi muito.

Mostrar imagens antigas suas no telão, dançando enquanto era apenas uma menina, a fez sentir como se fosse alguém da família.


‘Ave Maria’


O lado mais doce de Beyoncé apareceu numa capa esvoaçante e numa saia armada de tule, tudo branco, para acompanhar a sequência “Smash into you”, “Ave Maria” (sim, aquela música sacra) e “Angel”, trilha do filme “Cidade dos anjos”.

Sob aplausos respeitosos, ela saiu e voltou ao palco com “Broken hearted girl”. “If I were a boy” foi cantada com roupa preta de couro, meio fetichista, e depois citou “You oughta Know”, de Alanis Morissette. Em “Baby boy”, ela desceu do palco, passou pelo meio do público e alcançou um tablado, em meio a galera. “Essa é a parte do show que eu mais gosto, porque dá para ver todo mundo, até quem está lá atrás. Pela minha experiência, é onde mais se divertem”, disse.

O hit “Irreplaceable” ela deixou para o público cantar. De vestidinho dourado, soltou “Check on it”, mostrou a língua e se secou delicadamente com a toalha. Fez um calor de 30 graus à noite, e, por incrível que pareça, não choveu, como sempre ocorre nos shows grandes em Florianópolis.


Michael Jackson


Depois de “Say my name” lembrou 1997 com trechos de músicas do tempo do “Destiny's child”. Enfim, o hit maior, “Single lady”, foi precedido de imagens hilárias de pessoas normais tentando dançar a coreografia. Até o presidente Obama. É o fim do show, sem antes voltar ao palco para cantar “Halo”. Nisso ela pediu para levantar celulares ou isqueiros, em homenagem a Michael Jackson, onde quer que esteja.

E finalizou com “Parabéns a você”, uma tradição em seus shows. Na despedida, disse que o público esteve fabuloso e mal pode esperar para voltar, visivelmente bem impressionada com o Brasil.

0 comentários: